sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Os livros e eu (1)

Abrir livros e jornais para tomar conhecimento, me escreve um amigo

Não ... isto é um sacrilégio ... não se abre um livro para tomar conhecimento ... se abre um livro para desvendá-lo, sorver em si a sabedoria do autor, ler e reler e vivenciar o autor .... não "tomar conhecimento".

Quanto a jornais, do jeito que eles estão hoje (dando ao leitor o que ele quer ver e ouvir, dentro da filosofia da indústria assim dita "cultural"), o risco de tomar conhecimento das notícias de jornal, é de passar a não tomar notícia das coisas reais, das coisas que realmente valem a pena se inteirar! E que não estão nos jornais ...

Curtas vidas ...

Já estou me aproximando dos 68 anos. A morte tem estado mais perto, amigos e parentes tem morrido à minha volta, atores e personalidades que admirava.

Não, não tenho propriamente medo da morte. Ou seja não passo o tempo todo pensando nela, terrificado com a idéia. Quer dizer, não sei como será quando a enfrentarei ... mas não vivo ansioso e apavorado, me dói um pouco saber que talvez não terei feito o suficiente quando ela chegar ... mas aí, devo reconhecer que terá sido muito mais pela minha culpa, minha indolência e falta de zelo, do que por ela ter chegado muito depressa .... isto sim, as vezes me deixa um pouco deprimido.

Mas basta um pouco de sol .... e me reanimo instantaneamente com este nosso lindo planeta .... de montanhas e rios e mares maravilhosos; de flores e plantas de tamanha beleza que congelam nossos corações; de pássaros e peixes e leões e tantos outros bichos nossos irmãos, que com sua inocência e magnificência, enchem este nosso planeta de vida e fervor.

Até meus humanos semelhantes, tão selvagens, tão cheios de si, vaidosos, cruéis, cheios de ganâncias, conflitos e guerras, até eles, devem ser perdoados por conta das belezas que criaram em seus cânticos e suas canções, em seus livros, em suas artes, pequenas e grandes, em suas catedrais e seus templos, em suas casas e suas cidades, e pela infinidade de coisas, engenhosas - e às vezes até grandiosas - que conseguiram gerar, malgrado sua fragilidade e suas limitações.

E suas curtas vidas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Matteo - 6 mêses



Neto de
peixinho
...
peixinho
é!!

Poemeto concreto

brincadeira "composta" voltando do banco a pé ...
dúvida
de vida
é
dívida
indevida

-

a vida é

dádiva

dividida

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Rio Una




Um riozinho manso, ao final da tarde, uns poucos metros atras de minha casa de praia.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Sensibilidade humana

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Existe um preconceito muito grande sobre o homem (macho da espécie) não ser capaz de sensibilidade. É verdade : em certas culturas, o homem é educado para não demonstrar - e até certo ponto, não ter de fato - sensibilidade. A nossa cultura, historicamente, não tem sido exceção, neste particular. Coisa do tipo "homem que é homem, não chora". Ou então, preciosidades do tipo : "Só os homossexuais tem sensibilidade"!

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Conversa mole! Um homem pode ser completamente e irrevogavelmente heterossexual e ainda assim, ter sensibilidade. Vamos pegar um exemplo como Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, entre um milhão de outros. Ou o do Fernando Pessoa ou Vinicius de Morais. Também não precisa ser artista, poeta, escritor ou pintor ou alguma espécie de religioso ou filósofo. Basta ser um Ser Humano e se abrir para a Realidade que nos cerca.

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Por outro lado, nada impede que homossexuais possam ter sensibilidade mas garanto que não têm nenhuma exclusividade sobre isto. O que alguns homossexuais têm - alguns não todos - é uma gigantesca vaidade e uma espalhafatosa vulgaridade e promiscuidade, característica de um tipo de homossexuais que denigre socialmente o grupo. (Quer dizer, se alguém quer fazer valer sua preferencia sexual, pode fazê-lo mas não precisa se expor a um comportamento ridículo. Realmente, não condeno a homossexualidade, mas a verdade é que não a entendo como filosofia de vida, nem aceito a supervaloração que ela tem recebido nos últimos anos.)

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Como também não basta ser mulher para automaticamente ter sensibilidade, não é?

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Posso até concordar que podem existir algumas diferenças na espécie de sensibilidade masculina e feminina. Como regra geral, por exemplo, a mulher é mais emotiva, mais ligada as pessoas e seus sentimentos.

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Mas a sensibilidade é mais do que só isto, tem a ver com a imanência das coisas, com a Beleza, com a Justiça, com a Osmose Espiritual que nos permite entrar em contato com e sentir o Outro.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Coisas de vô coruja.




* Basta um sorriso e nosso coração aquece!!
Fotos de meu neto Matteo na França, hoje com 6 mesinhos.