quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sobre a Paz ...



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Ouve-se um monte de pessoas - algumas até bem inteligentes e bem intencionadas - falar da "luta" pela paz. Acaba com ela na hora! Pois paz pressupõe NÃO lutar, não é? A coisa chega ao paroxismo do ridículo quando os governos falam de "guerra pela paz". Coisa que o Einstein apontava constantemente.
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Quem foi /é casado, sabe o que quer dizer quando um dos cônjuges (ou os dois) diz que quer garantir seus direitos ... (não me iludo nem um pouquinho que também participo disto) .... a mesma coisa acontece com os governos, os grupos políticos .... todo mundo quer garantir e impor seus direitos (ou seja aquilo que ele acredita que lhe dará a paz)!!!
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Se o outro não concordar, retire o obstáculo do caminho, destrua-o!!!
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Este discurso é velho, não é de hoje : não creio que a beligerância esteja aumentando, sempre houve. A Humanidade é tão "primitiva" hoje quanto sempre foi ao longo de sua História!!! A violência é uma doença psicossocial, sim. Uma doença antiga e permanente.
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Tudo revolve em torno do que seja saúde humana. Especialmente, do ponto de vista psicológico e espiritual, o ser humano saudável é aquele que já ingressou no Caminho e está em fase de desenvolvimento, aquele que é capaz de "uma maior sensibilidade para com os outros, que manifesta um grau maior de amor, de compaixão, de empatia e de generosidade; uma apreciação do caráter assombroso e misterioso da vida; que tenha reverência, maravilhamento e gratidão pelo caráter numinoso e sagrado do Universo que nos cerca"*
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A tradição budista e outras sugerem que o apego à satisfação das próprias necessidades é a fonte do sofrimento e que é provável que os indivíduos altamente desenvolvidos sejam motivados pelo desejo de contribuir para com os outros e de servir.
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Talvez aí esteja a resposta sobre o que seja a Paz.
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O ser humano não é uma doença. Ele contem em si germes de doença, sim. Mas também contem em si a semente do Amor, da Grandeza e da Paz. É uma questão de Opção.
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E claramente, não é a opção dos políticos. Posso não ter a resposta cabal, mas uma coisa garanto, os políticos provaram alem de qualquer sombra de dúvida, que eles não a tem!!..
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Muito apropriado, neste contexto, o que afirmava Santos Dumont : "Eu criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la" ao ver sua invenção uasada na guerra.
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* Texto do Abraham Maslow.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

É fácil ser herói ...

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Os heróis modernos são os personagens dos desenhos infantis e dos filmes americanos de aventuras.

É fácil ser um destes heróis modernos ... vencem sempre ... são fortes, tem punhos de aço, ganham tudo na porrada e na posse e uso de armas imbatíveis ... quando não, na astúcia maliciosa, disfarçando e enganando.

Todos tem enorme intrepidez e coragem pois costumam ser imortais ...

A diferença entre eles e os seus inimigos é que os seus inimigos são sempre derrotados, aniquilados, destruídos. E portanto, são maus. Afinal, quem vence é quem tem direito a escrever a história.

É fácil ser herói quando se nasceu em berço esplêndido ou com um monte de dinheiro à disposição. Quando se tem uma inteligência super-privilegiada, quando a natureza nos dotou de uma vontade férrea ou de carisma excepcional.

É fácil ser herói quando se é agraciado por uma dádiva divina ou se pertence as elites que tem a impunidade garantida.

Assim, é fácil, muito fácil ser herói!!

Quero ver ser herói quando se tem que ralar todo dia em um trabalho degradante, quando se tem que tomar três conduções para chegar ao trabalho e outro tanto para voltar para casa, quando falta dinheiro para o leite ou o remédio das crianças.

Quero ver ser herói quando se passa meses e anos desempregado, ou quando se vive doente, com a saúde abalada e sem recursos para cuidados médicos.

Quero ver ser herói quando se tem um QI baixíssimo ou quando não se recebeu a mínima educação ou preparo.

Quero ver ser herói sendo subnutrido, morando em barraco fétido ou dormindo em sarjeta.

Quero ver ser herói.

Ou santo, dentro desta mesma linha de raciocínio.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Amor e sexo

Primeiro, gostaria de esclarecer que, a medida que vou ganhando em idade, estou chegando a conclusão que, antes de sermos um homem ou uma mulher, somos um "ser humano", com nossos anseios, sonhos, incertezas, carências, etc ... e nisto somos muito mais parecidos do que diferentes.

O que observo à minha volta é que os homens alardeam bastante o sexo, mas no fundo disfarçam bem suas necessidades afetivas,... e as mulheres alardeam bastante o amor, mas no fundo disfarçam bem suas necessidades sexuais.

No fundo, os dois, homens e mulheres, precisamos das duas coisas, numa dosagem bem individual, não resta dúvida.

Mas, NINGUÉM, em sã consciência, confunde sexo com amor. Nem deveriamos confundir o nosso amor com problemas sexuais!

Alguns (e algumas, é claro) confundem sexo com esporte ou simples entretenimento. {risos}

O que está errado é negar a influência dos hormônios em nossas vidas. Não precisa se tornar escravo deles, mas satisfazê-los, de forma apropriada, não é coisa ruim. (Osho tem alguns textos bem interessantes a respeito.). Afinal, satisfazemos regularmente nossos instintos de comer e ninguém acha um pecado maior!!! O sexo é apenas mais um instinto de sobrevivência, e como todo instinto de sobrevivência, vem acompanhado de prazer.

Deveríamos ser mais naturais a este respeito, sem chegarmos a ser promíscuos.

Casamento é um caso à parte neste assunto. Tem casamento sem amor e tem casamento sem sexo. Não que eu defendo haver atividades paralelas, mas a pior "traição" no casamento não é necessariamente uma aventurazinha eventual, no sexo ou quiçá até, no amor. A verdadeira traição é não cuidar da casa, não cuidar do conjuge e dos filhos, dilapidar o dinheiro do casal com jogo ou noitadas permanentes, e outras coisa afins.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Amar é uma decisão?

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Recebi um e_mail hoje, destes de spam, que discorre sobre o ato de amar. Alias, o assunto predileto deste tipo de spam.

Este pequena palavrinha de 4 letras deve ser a palavra que mais significados tem na face desta Terra .... e que causa mais confusão na mente das pessoas.

Mas, sim, concordo com o autor : Amar é uma decisão, não um sentimento. É um ato volitivo, não um ato do coração. Como prossegue o autor, é dedicação, entrega.

O que o autor esquece é que, como em tudo que é socialmente correto, o risco de perder-se a espontaneidade é muito grande. Quando se chega ao ponto de se Amar por dever ou por injunão moral ou religiosa, a pessoa "amada" vai saber disto muito rapidamente ... e é uma sensação, no mínimo, bastante amarga.

Isto me lembra de um filme onde a mulher de um pastor se queixa ao marido, querendo a separação :

"Não quero que você só me ame ou cuide de mim e dos nossos filhos, como você tem realmente feito. Eu quero que você GOSTE de mim!"
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sábado, 26 de julho de 2008

Filósofo

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Sempre me fascinou a figura do filósofo. Solitário e incompreendido, perdido nos meandros de seus pensamentos e alheio à vida comum que o cerca, para não dizer totalmente inadequado para a vida do dia-a-dia. Sublime por um lado, profundamente inábil de outro : quem lhe deu este direito de ser um parasita social e ainda se achar superior? Bom, talvez o próprio filósofo não se ache superior mas certamente se comporta como tal. Ele não é entendido, seus melhores (necessariamente poucos) amigos mal conseguem conversar com ele!

O que um filósofo faz? O que ele produz? Ninguém sabe ao certo. Nem ele provavelmente.

Ele não é um cientista, não tem especialização prática nenhuma. Como ele passa seu tempo especulando, ele não perde seu tempo com a necessidade de provar o que ele diz! Mas o diz e diz o que quer sobre tudo, o que não deve agradar aos homens de ciência e de tecnologia que ralam anos em pesquisa e experiências.

Não é tampouco um religioso, alias normalmente os religiosos o odeiam, por ele representar uma independência que os incomoda, discutindo tudo quanto é artigo de fé, não se importando com revelações e fazendo pouco caso dos dogmas e mandos eclesiásticos!

Talvez seja um pouco artista, no sentido que ele vive tentando captar a natureza das coisas, mas diferentemente do artista, ele não produz nenhuma obra concreta de arte, apenas livros de leitura insossa, que são lidos apenas por outros filósofos (que nunca concordam com as suas posturas) e que certamente, os leigos - e os literatos também - nunca se atreveriam a chamar de literatura!

Para que serve um filósofo, então? Qual a sua utilidade, no âmbito socio-econômico de hoje em dia? As ciências empurraram os limites do conhecimento em áreas em que os filósofos, no passado (até justificadamente!) se arvoravam donos da sabedoria. Tal como na psicologia, para dar apenas um exemplo marcante.

Por que estudar filosofia? Por que ensinar filosofia? Por que ser um filósofo hoje? Especialmente, quando sabemos que os políticos são donos da verdade e tem os meios para impó-la!

Tenho uma profunda simpatia pela dor visceral de uma mãe quando ela se dá conta que seu filho tem vocação para ser filósofo!!

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Futilidades ...

Cada qual com as suas ...

Há quem torça por um time de futebol (e não encontrei ninguém que pudesse me explicar o porquê de sua escolha)

Há quem coleciona selos

Há quem passa noites insones estudando posições de xadrez

Há quem não perde um capítulo de novela

Há quem devore 3 ou 4 livros por semana

Há para todos os gostos .... portanto :

Tenho o direito a ter as minhas!!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Espaços ...

Esta postura é a Vrikshasana, muito praticada pelos indios americanos no topo das montanhas, onde permanecem por dias seguidos em meditação.

Esta imagem me traz a lembrança de ter estado, algumas vezes em minha vida, em pontos culminantes de uma paisagem, onde, invariavelmente, a primeira sensação que se apossa de mim é o senso do ESPAÇO. É como se o ESPAÇO fosse fluido e pudesse permear meu corpo e minha mente. De repente, é como fosse nosso corpo e nosssa mente. É como se a gente pudesse aspirá-lo e incorporá-lo a nosso SER.

E sentir a sua natureza, diretamente sem raciocinar ou questionar. Sem nenhum mistério. Sem sequer se preocupar com o que é. Apenas estar lá, estar nele e ele em nós.