segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Os tambores de Beijing
O indivíduo perdido na multidão
A natureza Coletiva da Consciência Humana e o Caminho da Individuação
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Ay, mourir d'amour
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Parábase ..a pergunta que não consigo responder

Parábase :
Na comédia da antiga Grécia, era um intervalo onde os atores retiravam as máscaras e falavam em seu próprio nome aos espectadores, expondo suas opiniões pessoais e comentando o personagem, a peça, o autor ou questões políticas.
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Nosso ego, é a somatória dos vários papeis que representamos durante a vida, filho, aluno, pai, marido, profissional, colega, etc ...
Em algumas sociedades, como a norte-americana, toda a educação e formação do indivíduo gira em tôrno da proficiência com que o cidadão desempenha seus papéis.
É, definitivamente, considerado de péssimo tom e muito mal visto, numa sociedade assim, a pessoa se despojar de suas obrigações sociais e manifestar sua individualidade, seus problemas íntimos ou opiniões não-convencionais.
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Em um filme que assisti recentemente, o personagem se submete a uma psicoterapia, onde o primeiro exercício é escrever sobre o tema "Who am I?"
O psicoterapeuta rejeita repetidamente as tentativas do personagem. Não, não é sua biografia que pedi, nem onde nasceu e se criou, nem quem são seus pais. Não, não é o que você faz, nem quais são seus hobbies. Não é como você se comporta com relação ao trabalho, ao casamento, a igreja. A pergunta é "Quem sou eu? Não o que faço, como vivo e sequer o que penso ou o que sinto."
Realmente, tem que tirar a máscara ... mas tirando a máscara, o que sobra? Para o desespero do personagem do filme, que não consegue responder a pergunta.
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Devo reconhecer que tampouco consigo.
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Visitem meu novo mini-blog
Ou vão direto para : escultor2.blogspot.com
Coisas curtinhas ...
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Poeira de estrelas ...

Me escreveu uma amiga de grande sensibilidade poética :"Penso que, ao morrer, voltarei aos meus elementos materiais primeiros; serei restituída assim ao estoque universal para depois me tornar planta, pedra, animal e se quiser romantizar um pouco.....poeira de estrelas"
Se esquece ela que nós não temos que voltar, e certamente não temos que morrer : nós já pertencemos ao Universo. Veja bem, nosso corpo (físico) está permanentemente intercambiando materiais com o mundo externo, recebendo ar, minerais, alimentos, proteínas, energia, etc .. {não se esquecendo de cerveja e de vinho!!!}, transformando-os em nossa própria matéria e devolvendo outro tanto ao ambiente. É como se fossemos interpenetrados pelo mundo físico que parece passar atraves de nos, como um fluído : a imagem de uma anémona-do-mar ou água-viva é sugestiva do processo, embora a velocidade e a fluidez são diferentes, é claro.
Nós estamos sujeitos às mesmas leis que as pedras : nós caimos, podemos ser pisoteados, quebrados, etc ... Nosso corpos tem o mesmo tipo de processo vital que as plantas e os animais : nós não diferimos em nada deles neste particular : precisamos nos alimentar, precisamos de energia, nós nós reproduzimos, etc
Nós somos pedra, planta e animal! Vivos ou mortos!
Mas eu diria que a coisa vai um pouco mais longe. Quer ver? O nosso processo de pensar : se um humano pensar de forma certa (ou seja sem que haja uma deficiência de malformação ou doença), seu pensamento vai obedecer a certos padrões que são uma espécie de regra comum. Dado um certo problema lógico, dois humanos (sadios e conscientes) usando sua inteligência, devem poder chegar à mesma conclusão. É como se, nós humanos, fossemos terminais de uma grande computador, usando o mesmo software básico. É como se, nós humanos, colhessemos pensamentos (a matéria pensante) de um substrato que nos circunda e no qual estamos mergulhados, que flui atraves de nós. É conhecido o fenômeno de descobertas serem realizadas ao mesmo tempo, por pesquisadores que não se conhecem, em diversos e afastados lugares do globo : como já disse, é como se estes pesquisadores colhessem as idéias que lá estivessem plantadas.
Mais uma coisa : as nossas emoções. Nenhum humano vai conseguir inventar uma emoção que em grau maior ou menor, não tenha sido sentida por outro ser humano. Alias, ser capaz de sentir este elenco de emoções, é o que, para a maioria de nós, define uma pessoa como "humana". O mesmo processo que para o pensamento, apenas talvez mais perceptível. Inclusive o substrato emocional nos é bastante mais sensível que o substrato noético (palavrinha feia, mas fazer o que?). Nós sentimos facilmente contagiados pela agitação de um estádio de esportes, pela ansiedade de uma época de crises sociais e ... pela tristeza ou alegria de um ser próximo, por mais que disfarce e se contenha.
Poderia citar outros exemplos em diversas outras áreas da atuação humana : em particular nas artes, onde vários artistas referem que se sentem como uma "parteira" : eles não criam a obra de arte, eles são apenas os que trazem a obra de arte a este mundo. Outra vez, como se as obras de arte já estivessem prontas em um substrato coletivo. Nós, indivíduos, somos apenas membros de Humanidade.
Concordo com você que o Homem não é a medida de todas as coisas. Ele não é Deus. Que se você quiser chamar de Vida, eu não me incomodo nem um pouco pois nós não conhecemos (nem podemos conhecer) o nome de Deus, nem seus Atributos.
Mas não consigo pensar fora do meu contexto de humanidade, tão intricadamente entrelaçado que ele está naquilo que eu chamo de minha individualidade. Que talvez não exista e seja apenas uma ilusão. Mas é a única coisa que eu tenho para me agarrrar e conviver neste mundo que me circunda.
domingo, 10 de agosto de 2008
Conceitos masculinos ...
O que é uma mulher bonita, uma mulher sexy e uma mulher gostosa?
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Mulher bonita é um conceito que tem algumas latitudes relativas ao lugar, a época e ao nível cultural ... mas existe um certo grau de consenso. Até as próprias mulheres concordam. Simetria, harmonia de linhas, um certo balanceamento de proporções e uma elegância de porte que não pode faltar ...
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Mulher sexy é a que transmite sensualidade própria, não necessariamente uma beleza extraordinária mas a que revela uma certa dose de malícia, e manifesta uma certa intenção de sedução ... difícil descrever como e o que funciona mas certamente são importantes a postura corporal, as poses, o modo de vestir, o tipo de roupa que sugere mas não mostra, o desarranjo intencional para parecer natural, os gestos convidativos, o olhar cúmplice, a maquiagem, etc ...
Lógico, haverá variações individuais, o tipo ingênua ou malandrinha, a vamp, etc ...
É sempre um estimulo predominantemente visual, a voz ajuda mas como um complemento .... As mulheres sabem instintivamente como funciona e reconhecem mas, invariavelmente, declaram não gostar quando as outras usam ("é uma falsa!", "hipócrita" e outros epítetos para qualificar manobra ou artificialidade ou falta de sinceridade!!)
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Mulher gostosa (e outros termos mais chulos) é a que torna manifesta a sua sexualidade. Beleza não tem nada a ver. Sensualidade entra mas levada a um certo exagero.
Existirá sempre um descarado reforço dos seios e das cadeiras (características primordiais da atração sexual para o macho). Se a natureza não proveu, vai usar roupas provocantes. Gestos exagerados, roupa propositadamente usada para mostrar, decotes generosos, calças apertadas, ou biquínis reduzidíssimos, etc ... Uma certa agressividade no comportamento e um oferecimento acintoso fazem parte do elenco.
Uma fêmea disponível e equipada!
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