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Acabo de voltar de um cruzeiro à Patagonia. Sai de Buenos Aires e termina em Valparaiso, cidade-porto que serve Santiago do Chile.
Muitíssimo interessante, algo totalmente fora de nossa rotina do dia-a-dia.
Em resumo, passa por Montevideo, Puerto Madryn (com acento tônico no "Ma"), Falkland (ou Malvinas), Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Chacabuco, Puerto Montt. Dou mais detalhes em seguida, se bem que alguns destes locais são tão pequenos que, a rigor, não dá para se adicionar muitos detalhes.
O navio passa pelo Cabo Horn, pelo Canal Beagle, pelo Estreito de Magalhães e pelos fiordes chilenos.
Pegamos bastante calor em Buenos Aires, Montevideo e Santiago. Em todos os outros lugares, frio varável, - mais frio ou menos frio - mas frio, sim, de "pleno" verão. Imagino como deve ser no inverno!!! Mesmo sendo verão, não pode deixar de levar bons agasalhos
Frequentemente, o frio fica bem mais sensível devido aos ventos fortes em alguns trechos da viagem. Trechos estes, vocês adivinharam, com mar agitado. Tudo isto faz parte para conhecer uma parte do mundo realmente pouquíssima conhecida, pelo menos para mim.
Quem tiver estômago "fraco", não vai poder dispensar, nestes trechos, as pilulas anti-enjôo distribuidas no navio (ou Dramin, se preferir levar na bagagem). Eu não precisei, dormi que nem nenem com o balanço do navio! Mas muita gente teve que recorrer as pilulas. E nem jantou!!!
Mas não é a viagem toda que tem mar agitado, só uns dois dias do itinerário total de 14 dias.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sobre a Grande Tristeza ...
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Pois é. O poema é, de fato, meu. Ou seja fui eu que o escrevi ... não copiei de ninguém nem fiz qualquer espécie de re-leitura.
Mas isto não quer dizer que sou eu no poema. Não totalmente, pelo menos.
O texto é de 2005. Tinha acabado de sair de uma crise de gota. Doloridas, até certo ponto incapacitantes e sob fortes antiinflamatórios, estas crises acabam me deixando um tanto deprimido. A maioria das pessoas tem estes altos e baixos mas estas crises realmente me afetam.
(A maioria dos adultos são condicionados a não dar vazão a estes altos-e-baixos, mas ao contrário, mostrar um exterior imperturbado, sempre bem humorado e não revelar aos outros um aspecto "bipolar" que é considerado uma enorme fraqueza de caráter.)
Aí, eu escreví sobre como seria - e como se sentiria - alguém realmente depressivo. Exacerbei meus sentimentos, dando-lhes uma feição um tanto melodramática ... e se o texto saiu depressivo, então consegui meu intuito.
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P.S. Acabo de sair de outra crise de gota .... e me lembrei do poema. Resolvi ressuscitar.
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Pois é. O poema é, de fato, meu. Ou seja fui eu que o escrevi ... não copiei de ninguém nem fiz qualquer espécie de re-leitura.
Mas isto não quer dizer que sou eu no poema. Não totalmente, pelo menos.
O texto é de 2005. Tinha acabado de sair de uma crise de gota. Doloridas, até certo ponto incapacitantes e sob fortes antiinflamatórios, estas crises acabam me deixando um tanto deprimido. A maioria das pessoas tem estes altos e baixos mas estas crises realmente me afetam.
(A maioria dos adultos são condicionados a não dar vazão a estes altos-e-baixos, mas ao contrário, mostrar um exterior imperturbado, sempre bem humorado e não revelar aos outros um aspecto "bipolar" que é considerado uma enorme fraqueza de caráter.)
Aí, eu escreví sobre como seria - e como se sentiria - alguém realmente depressivo. Exacerbei meus sentimentos, dando-lhes uma feição um tanto melodramática ... e se o texto saiu depressivo, então consegui meu intuito.
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P.S. Acabo de sair de outra crise de gota .... e me lembrei do poema. Resolvi ressuscitar.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Há uma grande tristeza
.Há uma grande tristeza
Em meu coração
Nem lhe sei a razão
.Punge meu peito
Esmaga meus ombros
.Como frias tenazes
Oprime meu pensar
E congela meu olhar
.Paralisa minhas mãos
E acorrenta meus pés
.Olho para o vasto mar
E nem vejo mais as velas
Que me fizeram sonhar
.Sou agora filho do tédio
E nem mais espero amar
.Há uma grande tristeza
Em meu coração
Nem quero lhe saber a razão
O que mata um jardim
O que mata um jardim não é o abandono, o que mata um jardim é esse olhar vazio de quem passa por ele indiferente.
Mario Quintana
Mario Quintana
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Já escreveu sua carta ao Papai Noel?
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Mensagem de Natal para todos os meus amigos, quer me leiam ou não
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Está certo, logo descobrimos que Papai Noel é uma farsa, um engôdo. Mas quando paramos de acreditar em Papai Noel, paramos de acreditar na fantasia, que nos é tão útil para enriquecer o nosso pensamento e nos ajuda a crescer enquanto pessoas.
Mas o pior de tudo não é isto : ao longo dos anos, desanimamos com os nossos próprios desejos e projetos de vida. E paramos de querer. Isto é uma tragédia irreparável pois apenas nos deixamos deslizar para a hora de nossa morte ...
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Não deixem que isto lhes aconteça : voltem a escrever para o Papai Noel. Peçam, digam-lhe o que desejam, o que querem fazer, o que esperam receber da sorte.
Parem um pouco de deslizar e voltem a viver, nem que levem umas decepçõezinhas no caminho.
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Mensagem de Natal para todos os meus amigos, quer me leiam ou não
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Está certo, logo descobrimos que Papai Noel é uma farsa, um engôdo. Mas quando paramos de acreditar em Papai Noel, paramos de acreditar na fantasia, que nos é tão útil para enriquecer o nosso pensamento e nos ajuda a crescer enquanto pessoas.
Mas o pior de tudo não é isto : ao longo dos anos, desanimamos com os nossos próprios desejos e projetos de vida. E paramos de querer. Isto é uma tragédia irreparável pois apenas nos deixamos deslizar para a hora de nossa morte ...
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Não deixem que isto lhes aconteça : voltem a escrever para o Papai Noel. Peçam, digam-lhe o que desejam, o que querem fazer, o que esperam receber da sorte.
Parem um pouco de deslizar e voltem a viver, nem que levem umas decepçõezinhas no caminho.
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Sucedâneo ...
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Ando meio desanimado de escrever
Em economia, é um termo usado para designar algo que possa substituir, até certo ponto, o produto original procurado ....
Por exemplo, quero café mas não tenho café, aí me satisfaço com um chá mais forte.
Ou a televisão não funciona, aí eu leio uma revista, ou um livro, ou faço palavras cruzadas.
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Alguém conhece um sucedâneo para amar e ser amado?
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Sainete
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O vocabulário de um idioma, como retraçado no dicionário, contém algumas palavras tão estranhas, que chegamos a duvidar que alguém já as tenha usado e que questionamos quem as inventou e as colocou lá ...
Seja lá como fôr, algumas representam uns conceitos interessantes, coisas humanamente corriqueiras, normais e que deveriam ter um nome, sim, mas para usarmos no dia-a-dia.
Sainete é algo que atenua o desprazer ou uma impressão desagradável.
Nós precisamos e usamos de sainetes todos os dias. Os sainetes tornam nossa vida mais palatável, mais normal, nos ajudam a sobrepujar nossas frustações e contribuem para nossa felicidade.
Mas precisava ser uma uma palavra tão "insossa"?
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O vocabulário de um idioma, como retraçado no dicionário, contém algumas palavras tão estranhas, que chegamos a duvidar que alguém já as tenha usado e que questionamos quem as inventou e as colocou lá ...
Seja lá como fôr, algumas representam uns conceitos interessantes, coisas humanamente corriqueiras, normais e que deveriam ter um nome, sim, mas para usarmos no dia-a-dia.
Sainete é algo que atenua o desprazer ou uma impressão desagradável.
Nós precisamos e usamos de sainetes todos os dias. Os sainetes tornam nossa vida mais palatável, mais normal, nos ajudam a sobrepujar nossas frustações e contribuem para nossa felicidade.
Mas precisava ser uma uma palavra tão "insossa"?
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